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"Social Business" in Brazil

"Negócio social" é sinônimo de desenvolvimento sustentável - 'Case 2'

Em dois blog anteriores: "É o "negócio social" sinônimo de desenvolvimento sustentável?" e "Como eu vejo o negócio social (social business)" aprensentei algumas idéias e definições.

Agora vou aqui retratar um caso brasileiro, que de muitas formas se encaja no modo que vejo as possibilidades do "negócio social" se desenvolverem sustentávelmente no Brasil favorecendo não sòmente o empreendedor como comunidades carentes.


O cenário é o norte de Alagoas onde um casal, ela brasileira e ele português, abriram uma pousada com a intenção de difundir o que se conota com "turismo social", um turismo solidário, um turismo de responsabilidade e de base comunitária. Pois na pousada pode-se notar que os funcionários são todos nativos da cidade e bem formados para enteragir com o seu trabalho e turistas. A idéia segundo o casal é bem simples: incluir os moradores socialmente e economicamente no processo de desenvolvimento.

Antes do casal chegar ao vilarejo, onde montaram a pousada, eram as únicas atividades a pesca tradicional, a colheita de coco e o cultivo da mandioca. Mas, "graças a pessoas que priorizam os moradores locais e não montam um negócio visando apenas a si" e seus próprios interesses, pode-se "unir a comunidade em torno da preservação da cultura e dos hábitos locais, transformando a sabedoria popular em renda para que ninguém mais - troque o voto por um prato de comida".

Em outra comunidade o casal se juntou aos moradores e iniciaram um projeto seguindo a cartilha do "turismo social". Com a chegada do projeto Peixe-Boi, os pescadores locais viram então no animal uma forma de ganhar dinheiro. Passaram a organizar passeios de jangada para o que chaman de turismo de observação. Na sede da organização que adminstra este projeto, que foi alugada para eles pelo casal, ampliou-se atividades com a compra do maquinário para reciclagem de garrafas PET e fibra de coco, que viraram Vassourets, Cortinets e artesanatos variados.

O casal diz que não é fácil estar por lá pois é preciso mudar muito a maneira de ser e pensar. "Não se pode exigir que as pessoas tenham, por exemplo, agilidade. Ninguém nunca precisou correr antes. A linguagem é outra. Nós é que temos que nos adequar."

Uma dos hóspedes mais frequêntes da pousada do casal, diz que neste empreendimento se sente que a coisa é real quando se chega e os funcionários estão felizes. "A tendência no Brasil é funcionar como um napalm nas comunidades. Chega e destrói, o que aconteceu com Angra e tantos outros paraísos."

Manter um paraíso, um sonho e uma ideologia é um desafio, assim como o "negócio social" com uma solução de impacto social, de impacto econômico e meio-anbiental. Mas boa intenção só pode trazer boa intenção é isso é um negócio e uma solução sustentável.

OBS! A história onde montei o 'case 2' foi apresentada por Karla Monteiro, "Terra de todos", Revista O Globo - ano 5 - No. 293 - 7/3/2010.


 

Tags: Brasil, ambiente, desenvolvimento, empreendedorismo, impacto, inovação, meio, negócio, responsabilidade, social, Mais...sustentável, turismo

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